Ser feliz no trabalho

Ser feliz no trabalho

Ser feliz no trabalho

As pessoas trabalham para buscar felicidade ou são felizes para poder trabalhar? Esta é boa pergunta que me questiono.

No mundo moderno, as pessoas trabalham muito, se dedicando à sua função em torno de 10, 12 e 16 horas por dia. Isto causa um grande impacto na vida das pessoas e, para a maioria delas, o trabalho tem sido um verdadeiro castigo. As pessoas não vêem a hora de se livrar deles e, quando se pergunta como vai o trabalho, se ouve: estou levando, está indo, a gente faz o que pode...

Grandes equívocos têm ocorrido na escolha da carreira, na escolha da atividade profissional. Um estudo realizado pela consultoria Human Learning, revela que 78% das pessoas não conseguem ser felizes no trabalho. Os resultados indicam também que algumas pessoas podem crescer na profissão, ocupar altos cargos nas empresas, mas estarem infelizes profissionalmente. Entre as principais causas apresentadas para esse descontentamento, destaca-se a inadequação da pessoa com a função que exerce. Ou seja, o formato da função não se alinha ao perfil do profissional. O mesmo estudo ainda mostra que 78% dos entrevistados não descobriram o seu grande talento.

Na realidade, a escolha da profissão acontece muito cedo, quando se é jovem. Muitas vezes, os jovens não conseguem avaliar de forma correta e adequada os comportamentos que irão assumir para obter a satisfação na função.

Mesmo infelizes, as pessoas temem por uma mudança radical por medo de ficar no prejuízo e de pagar um preço caro por isto. Cabe lembrar que o fato da pessoa permanecer na profissão também tem o seu preço, pois o preço da frustração é alto e reflete de forma orgânica, através de ataque cardíaco, depressão, gastrite, entre outras.

Investir em auxílio que proporcione o autoconhecimento, de forma que o indivíduo possa conhecer o seu talento e perceber o seu dom natural, traz excelentes resultados na escolha de profissão ou no redirecionamento dela.

Mas tudo isto não deveria ter sido visto lá atrás, em casa, na escola ou na universidade? Será que o ensino brasileiro está conseguindo dar conta do recado, em preparar o indivíduo para que ele se conheça melhor e possa fazer a escolha adequada no mercado de trabalho?

A verdade é que nossos pais, professores e educadores em geral não estão preparados para esta orientação e é nisso que temos que pensar. De fato, esta é uma longa jornada em busca de nós mesmos. Em busca daquilo que realmente nos fará felizes, em algo que dá prazer em fazer, e quem sabe até pagaríamos para fazer. Portanto, cabe a cada um de nós procurar e desenvolver o seu próprio caminho. Não se trabalha para buscar a felicidade e sim se é feliz para poder trabalhar!

Cíntia Huf
Consultora Empresarial
Texto integrante da palestra “PERFIL APLICADO À LIDERANÇA”, de Cíntia Huf
www.mixp.com.br